• XIX FESTIVAL NORDESTINO DE TEATRO DE GUARAMIRANGA



    Depois de participar do VIII Festival de Teatro de Fortaleza, o Alfenim retornou ao Ceará para o XIX Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga.


    No dia 13 de setembro, foi realizada a intervenção de rua Histórias de Sem Réis, em frente ao Teatro Rachel de Queiroz, enquanto a plateia saía do teatro. Já no dia 14, o grupo levou o espetáculo O Deus da Fortuna aos palcos do Teatrinho, que recebeu um grande público. 

    No último dia, encerrando suas atividades em Guaramiranga, o Coletivo Alfenim, juntamente com os grupos Espaço Muda, Cia Clara de Teatro e alunos do Curso de Teatro da UFC, participaram de um debate com os professores Sávio Araújo e Eliane Lisboa sobre os espetáculos apresentados por esses grupos no festival.

    Ainda no mês de setembro, no período de 25 a 29, o Alfenim inicia na cidade de Juazeiro do Norte as ações do projeto Teatro em Trânsito, contemplado com o Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2011. Desta vez, além de Histórias de Sem Réis e O Deus da Fortuna, também entra em circulação a peça Milagre Brasileiro.









  • FIGURAÇÕES DO FETICHISMO

    Conversa com Iná Camargo Costa sobre O DEUS DA FORTUNA, do Coletivo de Teatro Alfenim (Teatro de Arena Eugênio Kusnet, São Paulo, julho de 2012)* 

     
     Iná Camargo – A conversa deve ser rápida. O assunto é O Deus da Fortuna. Como vocês viram, eu adorei. Assisti duas vezes. Da primeira, reclamei porque a cena dos bonecos é uma coisa tão maravilhosa que nem prestei atenção no texto, só na segunda vez consegui . Reclamei também da cena final que sobrepõe o coro ao texto. Também na segunda vez não deu pra ouvir direito . Não sei se avisaram a vocês, mas não conseguimos ouvir vários sons ao mesmo tempo, quando se trata de sons articulados em palavras. Você não consegue decifrar palavras diferentes ditas ao mesmo tempo. Leia lá, Mário de Andrade – A escrava que não é Isaura – ele explica isso didaticamente, porque a palavra articulada precisa ser ordenada, combinada de modo que se possa ouvir uma de cada vez. Então, dois discursos ao mesmo tempo fica impossível. E no caso ali não eram nem dois porque tinha também o discurso visual do 11 de Setembro e companhia. [Leia mais…]
  • COLETIVO ALFENIM EM FORTALEZA


    Sucesso em nova versão. Com novos atores, Alfenim arranca aplausos para ‘O Deus da Fortuna’ no CE. Por Astier Basílio


    Nos momentos em que lidava com os novos atores, após uma diáspora que minguou o seu elenco, o diretor Márcio Marciano, do Coletivo de Teatro Alfenim, se valeu de uma blague, invertendo um clichê antigo: “Se piorar, melhora”. As palavras, ditas em tom de brincadeira, foram pronunciadas na fase de montagem do mais recente espetáculo do grupo O Deus da Fortuna, cuja estreia aconteceu ano passado. Semana passada, o espetáculo se apresentou, após uma temporada em São Paulo, no Festival de Teatro de Fortaleza e causou sensação entre os curadores e críticos de teatro presentes ao evento.

    “Eu acho que é o trabalho mais maduro do Alfenim”, avaliou o crítico de teatro Kil Abreu, um dos mais importantes curadores de festival de teatro do país. “Tanto do ponto de vista da dramaturgia, quanto da encenação mesmo. Fiquei muito surpreso com uma narrativa extremamente bem cuidada; da qualidade quase literária da escrita, mas da qualidade dos argumentos, da carpintaria mesmo teatral, se é que a gente pode falar dessa maneira de uma peça dialética. Eu fiquei muito impressionado”.


    Kil Abreu avalia que nesta montagem também está muito bem afirmado que aqui se arredonde um projeto, “que é o projeto do grupo, como nunca antes, pelo fato de se ter uma posição diante da realidade, que aqui é muito menos subliminar do que nos outros espetáculos, de uma maneira muito franca, muito direta. Talvez o espetáculo em que a característica de um grupo político se assume francamente. Achei excelente. Trabalho de grande qualidade”.

    Diretora do Teatro Máquina, Fran Teixeira apreciou “os tratamentos que eles deram a questão da fábula, quando cria aqueles intermezzos com a teoria sobre determinado tema, depois a poesia com o gromelô”, pontuou. “Eu acho que são estes tratamentos diferentes da fábula que vão fazendo com que o espetáculo se torne mais claro, a ideia vai sendo digerida ao longo da encenação”.

    Encenador do grupo Oco e curador do Festival Latino Americano de Teatro de Salvador, o cubano Luis Alonso também elogiou a montagem paraibana. “O Alfenim nos mostra através de um discurso oblíquo, fora de um jeito panfletário, mas contundente, uma realidade física e existencial na qual estamos envolvidos na nossa contemporaneidade, onde os valores éticos e de sociabilidade foram sublocados em detrimento de um jeito bom de viver numa cultura monetária”.

    Alonso observa que “o curioso é que não retoma o velho ditado imperialista, desta vez está direcionado a uma China que nos amarra na sua cultura de consumo a qual sucumbe em práticas sociais através de políticas arcaicas e escuras. O espetáculo ao mesmo tempo que se revela forte, é sagaz, severo e doce, lento e provocante. Cheio de oposições as quais geram uma forte energia sendo um resultado artístico surpreendente revelando este coletivo paraibano”.

    Em relação ao Ceará, a diretora do teatro José de Alencar, Isabel Gurgel conta que convidará o coletivo para apresentar o repertório em Fortaleza. A companhia foi selecionada para o Festival de Teatro de Guaramiranga, que acontece na cidade do interior cearense, no mês que vem.

    Questionado sobre o fato de ter montado O Deus da Fortuna no momento em que o coletivo passou por mudanças, Márcio disse que é saudável e até necessário que um coletivo de artistas passe por momentos de crise e renovação. “Se você tem a compreensão de que a entrada e a saída de integrantes do coletivo é parte do processo de aperfeiçoamento das relações internas de produção, e que esse aperfeiçoamento se reflete no processo criativo, então, a crise deixa de ser algo aflitivo e passa a ser o índice de que estamos vivos e com saúde. Nessa perspectiva, a saída de algumas pessoas foi importante e reveladora de novas potencialidades, não apenas para o grupo, mas para cada um pessoalmente”.
    Correio da Paraíba, 17/08/2012
  • VII FESTIVAL DE TEATRO DE FORTALEZA

    Alfenim apresentará “O Deus da Fortuna” no VIII Festival de Teatro de Fortaleza.
    O espetáculo O Deus da Fortuna fará parte da oitava edição do Festival de Teatro de Fortaleza. O festival teve início neste sábado (dia 04/08) e conta com vinte e seis grupos de teatro, que ocupam e ocuparão diversas praças e teatros da cidade, afirmando o tema O Teatro em Movimento desta edição.
    O Coletivo Alfenim apresentará O Deus da Fortuna no dia 09 de agosto, às 19 horas, no Sesc Senac Iracema – Rua Boris, 90 C, Centro. Todas as apresentações do festival são gratuitas. A programação completa e mais informações sobre o festival estão disponibilizadas no site www.festivaldeteatrofortaleza.com.br
  • COLETIVO ALFENIM ENCERRA TEMPORADA EM SÃO PAULO

    foto: Raquel Diniz

    Depois de um mês de intensa atividade, o Coletivo de Teatro Alfenim encerrou neste último fim de semana o projeto de ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Além de “O Deus da Fortuna” e “Milagre Brasileiro”, o grupo apresentou nas ruas do centro de São Paulo a intervenção urbana “Histórias de Sem Réis”.

    Durante a temporada, foram realizados encontros de demonstração de trabalho com a Companhia do Latão, com o Engenho Teatral e o Grupo Ocamorana. O Alfenim também acompanhou um ensaio do novo trabalho da Companhia do Latão, “Patrão Cordial”, com estreia prevista para agosto de 2012, no Teatro de Arena, como parte das ações do Projeto Diálogos de Aprendizagem.

    O grupo promoveu 03 debates sobre o espetáculo “O Deus da Fortuna” com Iná Camargo Costa, com os oficinandos da Companh ia do Latão e com dirigentes sindicais de todo país, reunidos em Seminário organizado pelo Dieese.

    De volta a João Pessoa, o Alfenim prepara-se para participar do Festival Nacional de Teatro de Fortaleza, que acontece em agosto.
  • ALFENIM NO TEATRO DE ARENA EM SP

     

    O Coletivo Alfenim iniciou os preparativos para a temporada de O Deus da Fortuna no teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, como parte do projeto de ocupação organizado pela Companhia do Latão. O projeto Diálogos de Aprendizagem  celebra os 15 anos do grupo paulista e propicia trocas estéticas e políticas entre diferentes linguagens, a partir de seminários, oficinas, estudos de cenas, ciclo de cinema e espetáculos de diversos grupos de teatro.

    O período de chegada do Alfenim a São Paulo coincidiu com o último final de semana da Mostra Trabalho de Grupo no Teatro de Arena. Participaram do evento grupos com posicionamento político contrário à ideologia hegemônica, como Engenho Teatral, Companhia do Latão e Ocamorana.

    A cada dia, um grupo realizou demonstrações de cenas de seus respectivos repertórios, seguidas de comentários sobre o trabalho exposto. Após o encerramento da mostra, o Alfenim deu início à montagem do cenário, iluminação e adaptação do espaço cênico de O Deus da Fortuna.
    Na quarta-feira, dia 04 de julho, o grupo realizou um ensaio aberto para alunos da Turma I do Núcleo de Estudos Anatol Rosenfeld, ministrada pelo diretor e dramaturgo da Companhia do Latão, Sérgio de Carvalho. Na quinta-feira, houve a pré-estreia para convidados do grupo Alfenim e nesta sexta-feira,  O Deus da Fortuna estreia no Teatro de Arena, às 21 horas. O espetáculo ficará em cartaz até o dia 22 de julho.
  • NOVA TEMPORADA DE “O DEUS DE FORTUNA “

                                                                                                                                         
    O Coletivo de Teatro Alfenim, em continuidade ao projeto Teatro Alfenim em Repertório, realiza nova temporada do espetáculo O Deus da Fortuna, de 28 de abril a 10 de junho, aos sábados (20h) e domingos (17h), na Fundação Casa de Cultura Cia da Terra.
    O espetáculo é vencedor do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2010. Com texto de Márcio Marciano, criado em processo colaborativo com os atores do grupo, o espetáculo é uma parábola em chave cômica que utiliza como ponto de partida um argumento de Bertolt Brecht, retirado de seus diários de trabalho. 
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  • “UMA POÉTICA LIÇÃO DE ECONOMIA” Eliane Lisbôa*

    Quando o trabalho de Bertolt Brecht espalhou-se pela Europa e chegou às Américas, nos anos 60, tornou-se frequente a realização de espetáculos apoiando-se em concepções dadas como suas, que, na maioria das vezes, implicavam basicamente num palco vazio no qual os atores, mesmo fora da cena, ali permaneciam, e quando dentro dela, a intervalos regulares dirigiam-se ao público. Embora acreditando seguir a cartilha brechtiana, muitos destes espetáculos, na maioria das vezes, não revelavam o mínimo senso dialético, sendo óbvios, redundantes quando não ministrando aulas enfadonhas, em tom professoral, ensinando a um público simplório a solução para os problemas do mundo.  Ainda que nem todas as montagens de “caráter” brechtiano pecassem a este nível, muitas delas o fizeram, e por muito tempo acreditou-se que ser brechtiano era ser chato. 
  • O DEUS DA FORTUNA NO “ESTAÇÃO SOLAR”

    Encerrando as atividades da primeira edição do projeto “Estação Solar”, o Coletivo de Teatro Alfenim apresenta, nestes sábado (28) e domingo (29), às 20h, a peça “O Deus da Fortuna”. O espetáculo integra uma programação que contou com 70 atividades realizadas em dez espaços culturais da Capital, dentro do projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). As sessões deste fim de semana acontecem na Fundação Casa de Cultura Companhia da Terra, na Praça Antenor Navarro. A entrada é gratuita.

    O espetáculo vencedor do Prêmio Funarte de Teatro “Myriam Muniz”, por meio do gênero cômico, conta a parábola do Deus da Fortuna, figura mítica chinesa. A adaptação foi feita pelo grupo de modo a ganhar características ocidentais. Para o Coletivo de Teatro Alfenim, o resultado desse reinvento é um novo Deus da Fortuna que surge na propriedade do Senhor Wang, um capitalista à moda antiga, para lhe revelar a “metafísica” do capitalismo contemporâneo.

    Ainda segundo o Coletivo de Teatro Alfenim, por meio da abordagem da crise capitalista – que se alimenta do trabalho não pago e da promessa fictícia de que o capital especulativo promoverá a felicidade futura –, o grupo experimenta a comédia “com o propósito de desmascarar a maquinaria teatral utilizada para escamotear a lógica criminosa do capital especulativo e seus derivados”.

    Coletividade – O texto organizado pelo diretor Márcio Marciano foi criado a partir de um processo colaborativo com os atores, baseado no argumento do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Este processo teve início com a oficina “Exercícios para uma cena dialética” e o seminário “A metafísica do Capital”, que contou com a participação de intelectuais e artistas convidados a debater as relações entre o capital e a religião.

    Fonte:
    http://www.paraiba.pb.gov.br/?s=alfenim+

  • O DEUS DA FORTUNA

    Acesse a página do espetáculo

    O DEUS DA FORTUNA (2011) é uma parábola em chave cômica que utiliza como
    ponto de partida um argumento de Bertolt Brecht, retirado de seus diários de
    trabalho. O dramaturgo alemão relata sua intenção de escrever uma peça inspirada
    na imagem desse deus, muito popular na China.

    Com base nessa alegoria, o Coletivo Alfenim cria o seu próprio Deus da Fortuna,
    totalmente identificado ao capital especulativo, e o faz surgir na propriedade de
    um capitalista à moda antiga, o Senhor Wang, para lhe revelar a “metafísica” do
    capitalismo financeirizado dos dias atuais.

    Sintonizado com as novas formas imateriais de acumulação do capital esse
    acumulador primitivo irá saldar suas dívidas e erguer um novo templo ao Deus da
    Fortuna, o templo da especulação financeira.

    Em tempos de crise sistemática do capitalismo, cuja lógica é a de se alimentar de
    trabalho não pago e da promessa fictícia de que o capital especulativo promoverá a
    felicidade futura, comprometendo não apenas as gerações de hoje como também
    as gerações vindouras, o Coletivo Alfenim experimenta a comédia com o
    propósito de desmascarar a maquinaria ideológica que escamoteia a ação deletéria
    do capital especulativo, com suas artimanhas metafísicas.

    FICHA TÉCNICA:

    Texto e direção: Márcio Marciano
    Atuação: Adriano Cabral, Lara Torrezan, Mayra Ferreira, Nuriey Castro, Paula
    Coelho, Ricardo Canella, Suellen Brito e Vítor Blam
    Pesquisa: Coletivo Alfenim
    Direção de arte e figurinos: Vilmara Georgina
    Direção musical: Mayra Ferreira e Nuriey Castro
    Composições musicais: Wilame A.C. e Coletivo Alfenim
    Cenário e iluminação: Márcio Marciano
    Projeto gráfico: Marcello Tostes
    Produção executiva: Gabriela Arruda
    Realização: Coletivo Alfenim

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