• MILAGRE BRASILEIRO É INDICADO AO PRÊMIO SHELL

    O Milagre Brasileiro foi indicado ao Prêmio Shell (São Paulo), na categoria Música.
    O resultado final da 23ª edição do Prêmio Shell será divulgado ainda no primeiro semestre
    de 2011.
  • IMPACTO – por Saulo Queiroz

    Eu não saberia o que dizer sobre MILAGRE BRASILEIRO. Como não sei o que dizer sempre que absorvo uma obra de arte impactante, sensível, bem acabada. Simplesmente faltam palavras e é pura fruição.

    Não vivi os anos que o espetáculo retrata, li Antígona uma única vez, sequer gosto de teatro engajado, politicamente falando…mas quando a arte se estabelece em sua grandeza, até um tema que, a priori, não apreciamos, se torna delicioso.

    E confesso que degustei cada som, gesto, luz, nota musical de MILAGRE BRASILEIRO. E me senti muito bem ao término. Sensação de missão cumprida como espectador. Valeu o esforço de ter saído do trabalho, depois de um dia cansativo, para ver todos vocês nesse louvável espetáculo.

    Este é um e-mail de gratidão. Espero vê-los muitas outras vezes. Parabéns a Daniel, a Zezita que tanto me emociona desde SINHÁ FLOR, a Márcio Marciano e sua impecável maestria. Foi um sanduba cênico no ponto, com camadas de vários sabores! Cada uma melhor do que a outra.

    Em retribuição, segue o link da matéria que nossa equipe produziu na TV Itararé e que já encontra-se no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=bnRSOyNpmUE

    Beijos e abraços de um fã!

    Saulo Queiroz
    Núcleo de Teatro da UEPB
    Centro de Arte e Cultura da UEPB
    Parque Evaldo Cruz, SN, ao lado do Terminal de Integração
    Centro – Campina Grande – Fones (83) 3310-9734 ou 3310 9733

  • ALFENIM REPRISA “MILAGRE BRASILEIRO”

    Depois de uma temporada em São Paulo e uma passada pelo Festival de Teatro de Guaramiranga, no Ceará, o Coletivo de Teatro Alfenim volta a João Pessoa com a disposição de reapresentar seu elogiado Milagre Brasileiro. O espetáculo abre, nesta segunda-feira, a 3ª etapa do projeto Palco Giratório, patrocinado pelo Sesc-PB. O espetáculo terá uma única apresentação às 20h no Teatro Santa Roza, no centro da capital. A entrada pode ser trocada, no local, por 2kg de alimentos não perecíveis.
    Milagre Brasileiro estreou em uma curta temporada, entre março e abril deste ano, no Teatro Ariano Suassuna, também na capital.
    A peça é direcionada ao público adulto, tem direção do paulista radicado em João Pessoa Márcio Marciano e produção do Coletivo Alfenim e, com abordagem poética e reflexiva, investiga um dos períodos mais sombrios da história brasileira: a Ditadura Militar e os personagens desaparecidos, numa linha de abordagem política e social da realidade do país durante o auge do regime ditatorial nos anos 1960 e 1970.
    Como resultado do trabalho de dramaturgia colaborativa, que envolve o ator no processo de criação, o espetáculo Milagre Brasileiro foi contemplado, em 2008, com o prêmio Myriam Muniz de Teatro, pela Fundação Nacional de Arte (Funarte).

    Fonte:
    http://jornaldaparaiba.globo.com/noticia.php?id=21309
    20 de setembro de 2010
  • ‘A MEDIDA DO COLETIVO DE TEATRO ALFENIM” por Valmir Santos

    Os dois primeiros espetáculos do Coletivo de Teatro Alfenim (João Pessoa, 2006) conformam o pensamento artístico e crítico de seu idealizador, o diretor e dramaturgo Márcio Marciano. As encenações e os textos reavivam memórias embotadas da Paraíba e do Brasil e trazem boas perspectivas à capital rarefeita em pesquisa vertical e continuada. Terra onde Ariano Suassuna (1927) e Paulo Pontes (1940-76) semearam dramaturgias de referência. Sede de grupos como o Bigorna (1968) e o Piollin (1977), tão maturados como bissextos em suas criações. [Leia mais…]
  • “SAMPA NUNCA ESTEVE TÃO PARAIBANA” por Stenio

    …Seguindo a mesma temática dos “anos de chumbo”, embora o recorte pretenda ir além do AI-5 (Ato Institucional n.5) de 1968, o Coletivo de Teatro Alfenim apresentou o espetáculo “O milagre brasileiro”. O dramaturgo paulista Márcio Marciano, ex-diretor da Companhia do Latão, retornou a São Paulo com um coletivo formado por paraibanos de gerações e carreiras artísticas diferentes. Como foi especial ouvir sotaque paraibano na Funarte! Ainda mais por que a encenação não deixava se prender ou ser conduzida por uma narrativa. [Leia mais…]
  • “MILAGRE BRASILEIRO ABORDA REGIME MILITAR DE FORMA CONTUNDENTE” por Dirceu Alves Jr. (Veja SP)

    Drama, em cartaz na Sala Renée Gumiel, da Funarte, mergulha na questão dos desaparecidos políticos e de como isso afetou quem estava à sua volta.

    Atores do Coletivo de Teatro Alfenim: o grupo da Paraíba investe nos desaparecidos políticos. Muito retratado no cinema, na TV e na literatura, o regime militar ainda é pouco esmiuçado no teatro. Inspirado nas consequências sofridas por seus integrantes ou familiares durante duas décadas de repressão, o Coletivo de Teatro Alfenim, fundado pelo dramaturgo e diretor Márcio Marciano em João Pessoa (PB), cria uma contundente — e, às vezes, incômoda — abordagem do tema. O drama Milagre Brasileiro, em cartaz na Sala Renée Gumiel, da Funarte, nos Campos Elíseos, mergulha na questão dos desaparecidos políticos e de como isso afetou quem estava à sua volta.

    Ao entrar no espaço, o espectador encontra sete atores em vigília, clamando por atenção. Diante do rosto, eles seguram cartazes que os identificam como “procurados” ou “terroristas”. No centro da arena, uma mulher (a atriz Zezita Matos) evoca a mítica Antígona, que luta contra os tiranos para enterrar um ente querido e, tragicamente, derrama-se sobre as perdas. Em outra cena, um grupo faz alusões à peça ‘Álbum de Família’, de Nelson Rodrigues, à medida que o pai perde o controle sobre os filhos e um deles adere à luta armada. O diretor Márcio Marciano costura a ação com referências históricas, como a decretação do Ato Institucional nº 5 e a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1970. Também utiliza recursos como o teatro grego e o musical — há dois instrumentistas em cena. As metáforas sutis são evitadas e a narrativa direta não poupa os espectadores ao abordar torturas, sequestros e interrogatórios. Sem aliviar.


     

    vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2173/milagre-brasileiro-teatro-regime-militar

  • ALFENIM TRAZ A SP CICLO DE PEÇAS DE VIÉS “DIALÉTICO”- por Gabriela Mellão


    Coletivo da Paraíba é liderado por Márcio Marciano, ex-Cia. do Latão.
    Dramaturgo afirma que coletânea de montagens traduz busca do grupo pelo “vigor da terra e a delicadeza da forma”

    GABRIELA MELLÃO
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO

    Alfenim é uma espécie de rapadura de formato arabesco. Bastante popular na Paraíba, o doce nomeia e simboliza o coletivo teatral de João Pessoa liderado por Márcio Marciano, que ganha mostra na cidade.
    “O confeito se parece com o que almejamos: um teatro que sintetize o vigor da terra e a delicadeza da forma”, diz Marciano, dramaturgo e diretor que, em 2006, após dez anos na Cia. do Latão, iniciou um novo ciclo de vida e arte na Paraíba.
    Fundou o Coletivo de Teatro Alfenim, que também é dedicado ao teatro dialético. “Buscamos a reflexão crítica de assuntos brasileiros que dizem respeito a todos nós, sejamos paulistas, amazonenses ou paraibanos”, afirma o diretor.
    Intitulada “Teatro Fora do Eixo”, a mostra apresenta debates, oficinas e espetáculos: “Milagre Brasileiro”, peça que fica em cartaz até o dia 1º de agosto, discute a ditadura militar, aproximando tematicamente o governo que tentou suprimir a história do país, por meio da censura, da ausência de fabulação que se costuma ver na dramaturgia contemporânea.
    “Quebra-Quilos”, o primeiro trabalho do grupo, apresentado no evento em agosto, estabelece um paralelo entre a Revolta dos Quebra-Quilos no sertão paraibano do final do século 19 e a globalização.
    Apesar de ser um dos Estados mais pobres do Brasil, é conhecida a riqueza teatral da Paraíba, que passou a contar também com a contribuição valiosa deste coletivo.
    ________________________________________
    TEATRO FORA DO EIXO

    QUANDO sex. e sáb., às 21h, dom., às 20h; até 15/8
    ONDE Funarte (al. Nothmann, 1.058, tel. 0/xx/11/3662-5177)
    QUANTO R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (meia entrada)
    CLASSIFICAÇÃO 14 anos

    26 de junho de 2010 – Folha de São Paulo
    fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2606201012.htm
  • MILAGRE BRASILEIRO – Apresentação especial no dia 23/05, às 17h


    O Coletivo de Teatro Alfenim levará ao palco do Teatro Ariano Suassuna, no Colégio Pio X, no próximo dia 23 de maio (domingo), às 17h, o seu mais recente trabalho: Milagre Brasileiro. Depois de uma bem sucedida temporada em março e abril do corrente ano no mesmo local, o espetáculo agora retorna para uma sessão extra com entrada franca. A apresentação será aberta ao público em geral, sendo necessário apenas chegar ao teatro com antecedência mínima de meia-hora, isto porque são limitados os lugares, já que a plateia acompanha de cima do palco toda a encenação.
  • AS FICHAS SIMBÓLICAS DO “MILAGRE BRASILEIRO” por Augusto Magalhães

     
    Posicionados sobre o palco, tal qual peças de um mesmo jogo, público e elenco interagem como personagens de uma única história. Mais do que nunca, a certeza de que somos brasileiros. De que passamos por modelos de família e padrões a serem seguidos em determinado espaço, determinada época, determinada imposição de atos e fatos. O Coletivo Alfenim de Teatro, com o espetáculo “Milagre Brasileiro” consegue operar o milagre de fazer cada brasileiro olhar para si próprio, para dentro de sua alma, e buscar respostas para uma indagação que nos persegue há mais de quatro décadas: o que aconteceu conosco? [Leia mais…]
  • SOBRE O ESPETÁCULO “MILAGRE BRASILEIRO” por Renata Escarião


    Pude ouvir a respiração ofegante, meio soluçada, da pessoa sentada ao meu lado. Igualmente, senti o fôlego me faltar a cada sucessão de cena. Em alguns momentos uma forte luz amarela se acendeu bem acima da minha cabeça. Eu, platéia, me senti em cena, e senti toda minha aquela agonia.
    Senti a falta de ar dos corpos torturados no túmulo, das identidades perdidas em covas clandestinas do submundo de uma pátria.
    Senti a dor dos braços rebeldes calados em suas palavras de ordem, dos corações sedentos de esperança afogados no sangue da tirania. [Leia mais…]

                 
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