SEMINÁRIO DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA


 A programação de temporadas do Coletivo de Teatro Alfenim encerrou-se neste último final de semana. O grupo ficou em cartaz durante três meses na Fundação Casa de Cultura Cia. da Terra, na Praça Antenor Navarro, com os espetáculos MILAGRE BRASILEIRO e O DEUS DA FORTUNA.

Em paralelo à programação artística, o Coletivo também promoveu um laboratório gratuito de dramaturgia, durante dois meses, reunindo pessoas interessadas no tema que será aprofundado nos dias 11 e 12, no seminário TEATRO E SOCIEDADE: O PAPEL DA DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA, a partir das 17h, no Auditório Verde do Espaço Cultural.

O seminário, assim como o laboratório e as duas temporadas, integra as atividades do projeto Teatro Alfenim em Repertório, contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro 2011/2012.
Nesta segunda-feira (11/06), os convidados serão os jornalistas e escritores Braulio Tavares e Astier Basílio, e a professora do Departamento de Arte e Mídia da UFCG, Eliane Lisboa.  Na terça-feira (12/06), o seminário prossegue com os professores do Departamento de Artes Cênicas da UFPB, Paulo Vieira e José Tonezzi.

Sobre o tema em questão, Braulio Tavares afirma que “a dramaturgia sempre será importante no Teatro, mesmo com o surgimento de escolas e tendências que dão ênfase à encenação, ao trabalho de corpo etc., e chegam a produzir ‘peças teatrais sem palavras’. Tudo isto é interessante e salutar, mas não substitui a palavra, não expulsa a palavra do palco.  Cada um se exprime da maneira que lhe é mais espontânea, e enquanto existirem pessoas espontâneas com a palavra o Teatro precisará delas”.

 Finalizando o primeiro semestre, o grupo cumprirá temporada de um mês, em São Paulo, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, com os espetáculos O DEUS DA FORTUNA, MILAGRE BRASILEIRO e o experimento de rua HISTÓRIAS DE SEM RÉIS.

PALESTRANTES

Braulio Tavares é poeta, escritor, compositor, teatrólogo e estudou cinema em Minas Gerais. É pesquisador de literatura fantástica, sendo o primeiro a compilar uma bibliografia do gênero fantástico na literatura brasileira. Como escritor, revelou seu talento em vários livros, entre eles: “A pedra do meio-dia, ou Artur e Isadora”, em 1979 e, depois em 1980, com “As baladas de Trupizupe”, ambos de cordel. Seu recém-lançado livro se chama “Os martelos de Trupizupe”.
Eliane Lisboa é professora no curso de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande e dramaturga. Foi diretora de teatro da Cia. Teatral Jogral em Santa Catarina e atualmente dedica-se à direção de ator. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: formação do ator, dramaturgia, história, teoria do teatro e crítica teatral.
Astier Basílio é poeta, jornalista cultural e teatrólogo. Trabalha no “Jornal da Paraíba”, como repórter, e na revista “Correio das Artes”, suplemento do jornal “A União”, como crítico cultural. Entre suas produções está o livro “Antimercadoria”, de 2005 e “Retratos Falados”, 2011.
Paulo Vieira é professor da Universidade Federal da Paraíba e Chefe do Departamento de Artes Cênicas da UFPB. Suas principais áreas de atuação são: ensino, encenação, dramaturgia, teatro, ator, teatro brasileiro, teatro do nordeste, arte grupal, ficção e Plínio Marcos. Paulo Vieira é membro do Conselho Superior de Ensino (CONSEPE) da UFPB e membro da Comissão Assessora de Avaliação dos cursos de teatro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP – MEC).
José Tonezzi é professor adjunto do Curso de Teatro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde é editor da Revista Moringa – Artes do Espetáculo. É diretor do Núcleo de Estudos e Experimentação do Cômico (NEECO). Coordena pesquisa intitulada Cena e contágio, que trata da hibridez e da multimodalidade cênica, com ênfase nos seguintes aspectos: estudos do cômico e do grotesco, cena e tecnologia, teatro e distúrbios do corpo, da linguagem e do comportamento.

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