QUEBRA-QUILOS

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Quebra-Quilos (2008) narra a história de duas mulheres que, em 1874, são expulsas do campo e procuram abrigo numa vila do sertão paraibano, em meio a rumores de que os quebra-quilos, sediciosos que lutam contra a implantação do sistema métrico decimal preparam-se para invadir a feira da localidade e promover a revolta. Mãe e filha tornam-se testemunhas e vítimas da violência das autoridades locais contra os matutos revoltosos.

O alto teor de sugestão simbólica dos quebra-quilos põe a narrativa desses fatos ocorridos em fins do século XIX na ordem do dia. São inúmeros os pontos de contato com a atualidade como a insatisfação devida ao aumento excessivo e irrealista dos impostos, a manipulação da boa-fé do cidadão, tanto por parte das autoridades do governo imperial como por parte das autoridades religiosas locais e dos grandes proprietários e, principalmente, a potencial violência que transforma os alijados do mundo produtivo em criminosos sociais.

Basta abrir os jornais ou conectar-se às redes sociais para perceber que as matrizes da revolta popular que acendeu o sertão da Paraíba podem ter mudado de aspecto, mas não se alteraram em sua essência. Quem são os novos agitadores sociais, deliberadamente transformados pela mídia burguesa em criminosos comuns, e que aterrorizaram o cidadão de classe média e as autoridades de plantão nas recentes manifestações de rua ocorridas em todo país?

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Márcio Marciano
Atuação: Adriano Cabral, Lara Torrezan, Paula Coelho, Ricardo Canella, Suellen Brito,
Vítor Blam e Zezita Matos
Pesquisa: Coletivo Alfenim
Direção de arte e figurinos: Vilmara Georgina
Direção musical: Mayra Ferreira e Nuriey Castro
Composições musicais: Marco França e Coletivo Alfenim
Cenário e iluminação: Márcio Marciano
Projeto gráfico: Marcello Tostes
Produção executiva: Gabriela Arruda
Realização: Coletivo Alfenim

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