O DEUS DA FORTUNA

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O DEUS DA FORTUNA (2011) é uma parábola em chave cômica que utiliza como
ponto de partida um argumento de Bertolt Brecht, retirado de seus diários de
trabalho. O dramaturgo alemão relata sua intenção de escrever uma peça inspirada
na imagem desse deus, muito popular na China.

Com base nessa alegoria, o Coletivo Alfenim cria o seu próprio Deus da Fortuna,
totalmente identificado ao capital especulativo, e o faz surgir na propriedade de
um capitalista à moda antiga, o Senhor Wang, para lhe revelar a “metafísica” do
capitalismo financeirizado dos dias atuais.

Sintonizado com as novas formas imateriais de acumulação do capital esse
acumulador primitivo irá saldar suas dívidas e erguer um novo templo ao Deus da
Fortuna, o templo da especulação financeira.

Em tempos de crise sistemática do capitalismo, cuja lógica é a de se alimentar de
trabalho não pago e da promessa fictícia de que o capital especulativo promoverá a
felicidade futura, comprometendo não apenas as gerações de hoje como também
as gerações vindouras, o Coletivo Alfenim experimenta a comédia com o
propósito de desmascarar a maquinaria ideológica que escamoteia a ação deletéria
do capital especulativo, com suas artimanhas metafísicas.

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Márcio Marciano
Atuação: Adriano Cabral, Lara Torrezan, Mayra Ferreira, Nuriey Castro, Paula
Coelho, Ricardo Canella, Suellen Brito e Vítor Blam
Pesquisa: Coletivo Alfenim
Direção de arte e figurinos: Vilmara Georgina
Direção musical: Mayra Ferreira e Nuriey Castro
Composições musicais: Wilame A.C. e Coletivo Alfenim
Cenário e iluminação: Márcio Marciano
Projeto gráfico: Marcello Tostes
Produção executiva: Gabriela Arruda
Realização: Coletivo Alfenim

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