• Lâminas de Corte: sobre três estratégias para o encontro com o “humano” – Texto de Roberto Efrem Filho

    O DEUS DA FORTUNA 5

    Na edição de abril/2015 da revista do Instituto de Estudos Brasileiros – IEB, o professor e pesquisador Roberto Efrem Filho* faz uma análise do espetáculo O Deus da Fortuna, do Coletivo de Teatro Alfenim, explicitando as relações de classe, gênero e sexualidade presentes na peça e a maneira como as representações das relações sociais intervêm como estratégias do encontro com o “humano”.  Abaixo, segue o texto. O Coletivo Alfenim aproveita para anunciar a estreia do espetáculo inédito “Memórias de um cão”, em maio de 2015 na sede do Coletivo, Casa Amarela, no centro de João Pessoa. Em breve, mais informações!

    Lâminas de Corte: sobre três estratégias para o encontro com o “humano” – Roberto Efrem Filho

    Talvez as mais importantes contribuições intelectuais à compreensão da realidade em que um tempo se refaz (e que por ele é refeita) sejam aquelas tão maleáveis quanto afiadas. São interpretações do mundo capazes de penetrar as mais ermas searas, os mais intricados espaços, contorcendo-se, se necessário, reinventando-se. Walter Benjamin foi autor de contribuições assim. Enquanto os intelectuais de seu tempo definhavam desesperançosos diante do terror da sociedade capitalista que eles desvendavam – e que, de fato, era bastante assustadora, com seus nazismos, esteiras produtivas e surras no Pato Donald – Benjamin transitava com lâminas nesses terrenos cruéis. Lá, entre todas as tiranias, com gestos de coragem e ousadia, ele alcançava o espaço-tempo em que os oprimidos, apesar de tudo o que os nega e por isso mesmo, afirmam-se e nos permitem alguma esperança.

    (…)

    Leia o texto na íntegra no site da revista IEL: http://bit.ly/1Hty5yO

    ROBERTO EFREM FILHO: Professor do Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba e doutorando em Ciências Sociais junto ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas. E-mail: robertoefremfilho@gmail.com

  • O DEUS DA FORTUNA

    Acesse a página do espetáculo

    O DEUS DA FORTUNA (2011) é uma parábola em chave cômica que utiliza como
    ponto de partida um argumento de Bertolt Brecht, retirado de seus diários de
    trabalho. O dramaturgo alemão relata sua intenção de escrever uma peça inspirada
    na imagem desse deus, muito popular na China.

    Com base nessa alegoria, o Coletivo Alfenim cria o seu próprio Deus da Fortuna,
    totalmente identificado ao capital especulativo, e o faz surgir na propriedade de
    um capitalista à moda antiga, o Senhor Wang, para lhe revelar a “metafísica” do
    capitalismo financeirizado dos dias atuais.

    Sintonizado com as novas formas imateriais de acumulação do capital esse
    acumulador primitivo irá saldar suas dívidas e erguer um novo templo ao Deus da
    Fortuna, o templo da especulação financeira.

    Em tempos de crise sistemática do capitalismo, cuja lógica é a de se alimentar de
    trabalho não pago e da promessa fictícia de que o capital especulativo promoverá a
    felicidade futura, comprometendo não apenas as gerações de hoje como também
    as gerações vindouras, o Coletivo Alfenim experimenta a comédia com o
    propósito de desmascarar a maquinaria ideológica que escamoteia a ação deletéria
    do capital especulativo, com suas artimanhas metafísicas.

    FICHA TÉCNICA:

    Texto e direção: Márcio Marciano
    Atuação: Adriano Cabral, Lara Torrezan, Mayra Ferreira, Nuriey Castro, Paula
    Coelho, Ricardo Canella, Suellen Brito e Vítor Blam
    Pesquisa: Coletivo Alfenim
    Direção de arte e figurinos: Vilmara Georgina
    Direção musical: Mayra Ferreira e Nuriey Castro
    Composições musicais: Wilame A.C. e Coletivo Alfenim
    Cenário e iluminação: Márcio Marciano
    Projeto gráfico: Marcello Tostes
    Produção executiva: Gabriela Arruda
    Realização: Coletivo Alfenim

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