• SEMINÁRIO : UMA ANATOMIA DA PERVERSÃO – O ELEMENTO ASSOCIAL NA OBRA DE BERTOLT BRECHT

    Petrobras e Coletivo Alfenim apresentam:

    Seminário: Uma anatomia da perversão

    O elemento associal na obra de Bertolt Brecht

    Com patrocínio da Petrobras, o Coletivo de Teatro Alfenim realiza o seminário Uma anatomia da perversão – o elemento associal na obra de Bertolt Brecht nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro em sua sede, a Casa Amarela. O estudo centra-se na peça inacabada Decadência do egoísta Johann Fatzer e marca o início da terceira e última fase do projeto Figurações Brasileiras.

    Nesta etapa do projeto, o Coletivo Alfenim dedica-se ao estudo da obra de Bertolt Brecht, visando à montagem de novo espetáculo, cujo nome provisório é Desertores.

    José Antonio Pasta, um dos mais influentes críticos literários do país, autor do livro Trabalho de Brecht – Breve Introdução ao Estudo de uma Classicidade Contemporânea faz a abertura do seminário com a conferência Forma-mercadoria, Fascismo e Exílio: três faces da perversão na obra de Bertolt Brecht.

    Após essa introdução crítica à obra do dramaturgo alemão, o Coletivo Alfenim recebe José Fernando de Azevedo, diretor do grupo Teatro de Narradores de São Paulo, e Fran Teixeira, diretora do Teatro Máquina, de Fortaleza, para a mesa Estratégias de abordagem do Material Fatzer – relato de duas experiências. [Leia mais…]

  • ENTREVISTA AO JORNAL A NOVA DEMOCRACIA

    Entrevista de Márcio Marciano a Ana Lúcia Nunes do Jornal A Nova Democracia (RJ)

    A Nova Democracia: Por que o Alfenim é um laboratório e não um grupo teatral?
    Márcio Marciano: A ideia de laboratório surge de uma necessidade de estudo. Entramos na sala de ensaio com o propósito de estudar algum assunto que nos mobilize, um assunto que diga respeito à nossa vida, como brasileiros e cidadãos. O processo de aproximação aos temas se dá por meio de experimentos. Tentamos reproduzir uma atitude científica, estabelecemos hipóteses de trabalho e realizamos experimentos cênicos que possam dar forma aos conteúdos estudados. A cena é produto deste processo permanente de experimentação, por isso nós procuramos dar este nome. Todos os artistas trabalhadores que compõem o Coletivo participam. Então, ao invés do olhar do especialista, seja o ator, o dramaturgo, o iluminador, nós temos vários pesquisadores, empenhados na criação de uma autoria plural. Nós usamos esse caráter experimental para todos os processos de criação. [Leia mais…]
  • ENTREVISTA COM MÁRCIO MARCIANO À FOLHA DE S.PAULO

    O diretor e dramaturgo, Márcio Marciano, concedeu entrevista à jornalista Gabriela Mellão, da Folha de S.Paulo, para a elaboração de matéria sobre grupos de teatro do Norte e Nordeste que estão em temporada em São Paulo. Leia abaixo, as questões formuladas para a edição da reportagem publicada na Folha Ilustrada, no dia 12 de julho.

    Gabriela Mellão- Qual a importância de se apresentar (e se destacar) em SP para vocês, um grupo de fora do eixo? E as dificuldades?
    Márcio Marciano- As dificuldades são imensas, mas não incontornáveis. Somos uma equipe de 14 pessoas, é difícil viajar com um grupo desse porte por razões óbvias, é muito caro, dependemos de editais de circulação ou de ocupação de equipamentos culturais públicos, como é o caso do Arena. Em 2010, estivemos em São Paulo, ocupando a Sala Renée Gumiel, também da Funarte. Para o Coletivo de Teatro Alfenim, essas temporadas são fundamentais, é uma oportunidade de apresentar os resultados de nossa pesquisa. Em cinco anos de existência, o grupo já criou cinco espetáculos com dramaturgia própria. Nesta temporada de ocupação do Arena, como grupo convidado da Companhia do Latão, vamos apresentar parte do nosso repertório, além de manter as atividades habituais de ensaio. Como fazemos um teatro marcadamente na contramão, estamos duplamente à margem do mercado cultural do eixo, tanto pela distância geográfica quanto pelo posicionamento político. Neste sentido, estar no Arena é importantíssimo por tudo o que esse espaço representa.  [Leia mais…]
  • SOBRE O ESPETÁCULO “MILAGRE BRASILEIRO” por Renata Escarião


    Pude ouvir a respiração ofegante, meio soluçada, da pessoa sentada ao meu lado. Igualmente, senti o fôlego me faltar a cada sucessão de cena. Em alguns momentos uma forte luz amarela se acendeu bem acima da minha cabeça. Eu, platéia, me senti em cena, e senti toda minha aquela agonia.
    Senti a falta de ar dos corpos torturados no túmulo, das identidades perdidas em covas clandestinas do submundo de uma pátria.
    Senti a dor dos braços rebeldes calados em suas palavras de ordem, dos corações sedentos de esperança afogados no sangue da tirania. [Leia mais…]

                 
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