• “Memórias de um cão” em circulação pelo projeto Figurações Brasileiras

    sergipe

    O Coletivo de Teatro Alfenim inicia a última etapa do projeto Figurações Brasileiras, patrocinado pela Petrobras, com a circulação do espetáculo inédito “Memórias de um cão”. A circulação tem início em Aracaju, na sede do Grupo Imbuaça, com estreia amanhã, dia 22/07, às 20 h. A entrada é gratuita. O Coletivo ainda circula por Salvador, Maceió e Belo Horizonte neste segundo semestre de 2015. Paralelo às temporadas, o Alfenim realiza a oficina “Exercícios para uma cena dialética” voltada para atores, diretores, dramaturgos e estudantes de teatro.  Em Aracaju, a oficina acontece nos dias 27 e 28 de julho na sede do Grupo Imbuaça. Em Salvador, as inscrições já estão abertas. Para participar da oficina, os interessados deverão enviar um email para “alfenim.salvador@gmail.com”, enviando carta de intenções, breve currículo artístico, dados para contato, nome completo e artístico.  As vagas são limitadas e a oficina é gratuita. Os encontros serão realizados nos dias 10 e 11 de agosto, das 19h às 22h, no Espaço Xisto Bahia – Complexo Cultural dos Barris. Não percam!

    Para mais informações sobre as inscrições da oficina em Salvador: http://bit.ly/1gMWl5s / http://glo.bo/1f3ysVX

    SERVIÇO
    “Memórias de um cão” em Aracaju
    Temporada: 22 a 26 de julho e 29 de julho a 02 de agosto de 2015
    Horários: Qua a Sáb às 20 h e Dom às 17 h
    Local: Sede do Imbuaça – Rua Muribeca, nº4, Santo Antônio.
    Entrada gratuita. Ingressos limitados.

     

  • Formulário de contato – Memórias de um cão

    O Coletivo de Teatro Alfenim gostaria de manter contato com você. Deixe seu e.mail e comentários sobre o espetáculo “Memórias de um cão”. Agradecemos a atenção!

  • Apontamentos sobre teatro de grupo*, por Márcio Marciano

    Diante da necessária pergunta: “O que é fazer teatro de grupo?” arrisco algumas hipóteses retiradas de minha modesta e renitente determinação de praticar erros no varejo em busca de pequenos acertos no atacado.
    Sendo assim, tento responder à indagação dizendo:
    Fazer teatro de grupo é:

    Assumir o compromisso perante os demais companheiros de trabalho de que o fazer teatral deve consistir no exercício diário da construção de uma utopia.
    É fazer valer o desejo, a potencialidade e a liberdade individual em prol de uma ação coletivizante.
    É entender que o DNA de qualquer que seja o grupo está impresso nas circunstâncias históricas de sua formação, ainda quando essa formação esteja em permanente processo de ajuste e modificação.
    É entender que o DNA de qualquer que seja o grupo não se reduz a declarações de intenção estética.

    Fazer teatro de grupo é:
    Inventar um espaço de exceção permanente.
    É não esquecer que a suposta crise das ideologias é a afirmação categórica de uma ideologia dominante.
    É reconhecer que os grupos de teatro surgem como espaço de resistência contra todas as formas de totalitarismo: o totalitarismo dos bons sentimentos, o totalitarismo dos valores eternos, o totalitarismo da subjetividade burguesa, e o mais perverso de todos os totalitarismos, o totalitarismo da mercadoria.

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  • COLETIVO ALFENIM ABRE INSCRIÇÕES PARA OFICINA DE FÉRIAS

     

    Ensor caveiras

    Com patrocínio da Petrobras, o Coletivo de Teatro Alfenim prossegue com as atividades formativas do Projeto Figurações Brasileiras. A partir de 15 de janeiro de 2015, estarão abertas inscrições para a oficina de férias Exercícios para uma cena dialética. A oficina acontece de 26 a 30 de janeiro de 2015, na sede do Coletivo, a Casa Amarela, no centro de João Pessoa. É direcionada a atores e estudantes de teatro interessados em acompanhar o processo de finalização da dramaturgia do espetáculo Memórias de um Cão.

    O objetivo do trabalho é apresentar e desenvolver procedimentos de composição dramatúrgica a partir do universo literário de Machado de Assis, tendo-se como eixo a narrativa épico-dialética.  Através de exercícios dramatúrgicos elaborados com base no estudo da obra machadiana, a oficina oferece um espaço de experimentação e vivência do processo colaborativo que pauta o trabalho de escrita cênica do Alfenim. Os experimentos realizados durante a vivência visam a subsidiar o roteiro final da dramaturgia do novo espetáculo. A oficina acontece de segunda a sexta-feira, das 08:30 às 17:00, de forma a intensificar a vivência do processo colaborativo entre integrantes do Coletivo Alfenim e os oficinandos selecionados.

    Os interessados devem preencher o formulário abaixo até o dia 23 de janeiro de 2015.

    SERVIÇO:

    Data: De 26 a 30 de janeiro de 2015.
    Horário:  08:30 às 17:00 (com intervalo para refeição na sede).
    Local: Casa Amarela. Rua Amaro Coutinho, 163, Centro.
    Inscrições: 15 de janeiro a 23 de janeiro de 2015
    Resultado: 24 de janeiro de 2015.
    Número de vagas: 20

  • COLETIVO ALFENIM PREPARA OFICINA DE FÉRIAS PARA INÍCIO DE 2015

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    Em 2014, o Coletivo Alfenim concentrou esforços na realização simultânea de dois grandes projetos: Figurações Brasileiras, que tem o patrocínio da Petrobras; e a circulação do espetáculo O Deus da Fortuna, pelo SESC – Palco Giratório.  As atividades de pesquisa e capacitação para a montagem do espetáculo inédito Memórias de um Cão – previstas na segunda etapa do projeto Figurações Brasileiras – ocuparam os períodos em que o Coletivo permaneceu em João Pessoa.

    Em sua sede, a Casa Amarela, o Coletivo dedicou-se ao estudo e experimentação de fragmentos do universo machadiano. Além dos ensaios, realizou três oficinas internas de capacitação: “Oficina de composição musical”, ministrada pelos músicos Walter Garcia e Marília Calderón, “Movimento e Percussão Afro”, ministrada por Luiz Filho e a oficina “Biomecânica: A escuta do ator, o jogo e a cena”, ministrada por Robson Haderchpek. Em abril, com apoio da Universidade Federal da Paraíba, o Coletivo organizou o Seminário A Atualidade de Machado de Assis, com a participação de estudiosos e críticos da obra machadiana, como Sérgio de Carvalho, José Antônio Pasta Jr, entre outros. O conteúdo das palestras e debates sobre o pensamento de Machado vem servindo de matéria para a criação da dramaturgia do novo espetáculo, cuja maior referência são os romances Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás Cubas. [Leia mais…]

  • Coletivo Alfenim prospecta Machado, por Rafael Duarte

    Crédito: Pablo Pinheiro

    O que nos resta do experimento apresentado pelo Coletivo de Teatro Alfenim (PB) sobre fragmentos da obra de Machado de Assis é dizer que o romance Quincas Borba é mais atual do que a própria realidade. Apresentado durante o festival O Mundo Inteiro É um Palco, em Natal, o Ensaio sobre o humanitismo revela um Machado irônico, contestador e, sobretudo, sarcástico. Estivesse hoje entre nós, provavelmente o patrono da Academia Brasileira de Letras estaria escrevendo sobre as mesmas contradições de um país hipócrita e bonito por natureza.

    A criação traz a história de Rubião, discípulo ingênuo de Quincas Borba, um burguês escravocrata e filósofo de botequim que dá o próprio nome ao cachorro de estimação inebriado pelo Humanitismo, uma espécie de nova filosofia criada por ele. Com a morte do mestre, Rubião recebe toda a herança, mas é obrigado a zelar pelo Quincas de quatro patas.De tanto usufruir da alta sociedade carioca, o sujeito enlouquece. O texto discute a diferença de classes, o amor, a hipocrisia e a psicanálise.  O grupo joga em cena Quincas Borba, mas toca em outros romances de Assis. Há umas pitadas de O alienista e de Memórias póstumas de Brás Cubas. [Leia mais…]

  • Tempo de incômodo, por George Holanda.

    mascaras

    Ensaio sobre o humanitismo é um experimento do Coletivo de Teatro Alfenim, da Paraíba. Esse trabalho integrará o espetáculo Memórias de um cão, que estreará ano que vem e é fruto de uma pesquisa do grupo acerca da obra Quincas Borba, de Machado de Assis. Apresentar um experimento em outra cidade (Natal) que não a sua, ainda mais em um festival, pode ser considerado um ato de coragem e desprendimento com o próprio trabalho. O Alfenim possui uma história de grande proximidade com um teatro brechtiano, tendo o diretor e dramaturgo Márcio Marciano como catalisador desse movimento. E, ao longo dos seus oito anos de existência, o grupo vem se mantendo coerente nesta linha de pesquisa. Dessa vez, o grupo se aventura pela obra de Machado de Assis, realizando um diálogo entre ele e Brecht.

    O grupo mantém firme seu posicionamento crítico diante de um sistema de produção capitalista e seus reflexos sociais, e encontra em Machado de Assis um cúmplice de ideias, ainda que este trabalhe, de certa forma, num ambiente mais íntimo e psicológico. Dessa vez, o coletivo encontra uma possibilidade de variação do seu discurso, ainda que mantenha os mesmo parâmetros, ao contar a história de Rubião, homem simples que fica rico graças à herança de um benfeitor, Quincas Borba, dado a filósofo e criador do “humanitismo”, e que possui um cão (personagem importante na construção das metáforas dramatúrgicas). Rico, Rubião passa a conviver nas altas rodas da sociedade e a ser vítima da ambição e inveja delas, chegando ao ponto de começar a enlouquecer. [Leia mais…]

  • A sensação de ser esquecido, por Erickaline Lima.

    BREVIDADES - I

    Que tal conversarmos um pouco? Sente-se, fique à vontade.

    Tão íntimo como entrar na casa de alguém, sentar em uma mesa e ali confidenciar fatos de sua vida. O monólogo Brevidades, do Coletivo de Teatro Alfenim, abre as portas para receber o público numa acolhida maternal. A senhora sentada em uma das mesas a tomar seu chá com biscoitos de nata, não aparenta tranquilidade, talvez certa melancolia. A vida deu os anos que carrega sobre si e muitas histórias para contar.

    O público adentra as histórias a ponto de se misturar a elas, a personagem nomeia algumas pessoas, sobrevém Marta. Confunde-as, depois diz não conhecê-las. As lembranças invadem, em seguida somem no silêncio, enquanto o olhar procura em meio ao público algum rosto conhecido e não encontra. [Leia mais…]

  • FESTIVAL O MUNDO INTEIRO É UM PALCO – Algumas impressões, por Márcio Marciano

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    A segunda edição do Festival O mundo inteiro é um palco, realizada em novembro de 2014, na cidade de Natal, pelo grupo Clowns de Shakespeare, reafirma e aprofunda uma virtude já entrevista na brancaleônica edição de 2013, idealizada e bancada às próprias custas por seus realizadores. Uma virtude rara ou ausente de alguns dos principais Festivais e Mostras de Teatro do país, marcados pelo burocratismo marqueteiro e pelo fetichismo da relação custo/benefício que, se por um lado, não é garantia de casa cheia, por outro, transforma a programação em mero evento midiático, desprovido de pensamento crítico e inchado de suspeitosas novidades.

    Com seu Festival “caseiro”, mas altamente profissionalizado no que se refere à organização e ao perfil múltiplo e experimental da programação, os Clowns conseguem a proeza de reencontrar o elo perdido com os saudosos festivais e mostras de teatro amador ou universitário das décadas de 1970/90, nos quais grupos, artistas e público compartilhavam intensamente não apenas a experiência artística e os diversos fazeres teatrais, mas, sobretudo, um espaço comum e democrático de debate e reflexão. [Leia mais…]

  • COLETIVO ALFENIM PREPARA ENSAIO SOBRE O HUMANITISMO

    Agostini_natal

    Com patrocínio da Petrobras, o Coletivo de Teatro Alfenim dá prosseguimento ao projeto Figurações Brasileiras com os estudos da obra de Machado de Assis. Em paralelo à realização do Seminário A atualidade de Machado de Assis, realizado em junho, e que contou com a participação de estudiosos do universo machadiano, o Coletivo realizou uma série de ações de caráter formativo com vistas à preparação de seus integrantes para o processo de montagem do novo espetáculo, cujo título provisório é Memórias de um Cão.

    A Casa Amarela, sede do Coletivo, abrigou três oficinas internas de capacitação: A primeira, “Oficina de Composição Musical”, aconteceu no mês de maio. Foi ministrada pelos músicos paulistas Walter Garcia e Marília Calderón. Resultaram desse encontro algumas canções que integram a trilha do novo espetáculo. Em julho, o Alfenim recebeu a oficina “Movimento e Percussão Afro”, com a participação do coreógrafo e percussionista Luiz Filho. Encerrando o ciclo de ações formativas, Robson Haderchpek ministrou em agosto a oficina “Biomecânica: a escuta do ator, o jogo e a cena”.

    Para marcar a abertura ao público do processo de montagem de seu novo espetáculo, o Alfenim prepara o experimento cênico Ensaio sobre o Humanitismo. O evento acontece em novembro, na cidade de Natal, dentro da programação da 2ª Edição do Festival O Mundo inteiro é um palco, realização do Grupo Clowns de Shakespeare.

    Trata-se da reunião em caráter experimental de cenas e canções que compõem a dramaturgia de Memórias de um Cão. Após a apresentação do Ensaio, será realizado um debate com o público sobre as opções de forma e conteúdo da dramaturgia e da encenação. As sugestões e críticas ao experimento deverão ser incorporadas ao processo de montagem, que tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2015.  

                 
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