• COLETIVO ALFENIM ABRE INSCRIÇÕES PARA OFICINA DE FÉRIAS

     

    Ensor caveiras

    Com patrocínio da Petrobras, o Coletivo de Teatro Alfenim prossegue com as atividades formativas do Projeto Figurações Brasileiras. A partir de 15 de janeiro de 2015, estarão abertas inscrições para a oficina de férias Exercícios para uma cena dialética. A oficina acontece de 26 a 30 de janeiro de 2015, na sede do Coletivo, a Casa Amarela, no centro de João Pessoa. É direcionada a atores e estudantes de teatro interessados em acompanhar o processo de finalização da dramaturgia do espetáculo Memórias de um Cão.

    O objetivo do trabalho é apresentar e desenvolver procedimentos de composição dramatúrgica a partir do universo literário de Machado de Assis, tendo-se como eixo a narrativa épico-dialética.  Através de exercícios dramatúrgicos elaborados com base no estudo da obra machadiana, a oficina oferece um espaço de experimentação e vivência do processo colaborativo que pauta o trabalho de escrita cênica do Alfenim. Os experimentos realizados durante a vivência visam a subsidiar o roteiro final da dramaturgia do novo espetáculo. A oficina acontece de segunda a sexta-feira, das 08:30 às 17:00, de forma a intensificar a vivência do processo colaborativo entre integrantes do Coletivo Alfenim e os oficinandos selecionados.

    Os interessados devem preencher o formulário abaixo até o dia 23 de janeiro de 2015.

    SERVIÇO:

    Data: De 26 a 30 de janeiro de 2015.
    Horário:  08:30 às 17:00 (com intervalo para refeição na sede).
    Local: Casa Amarela. Rua Amaro Coutinho, 163, Centro.
    Inscrições: 15 de janeiro a 23 de janeiro de 2015
    Resultado: 24 de janeiro de 2015.
    Número de vagas: 20

  • COLETIVO ALFENIM PREPARA OFICINA DE FÉRIAS PARA INÍCIO DE 2015

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    Em 2014, o Coletivo Alfenim concentrou esforços na realização simultânea de dois grandes projetos: Figurações Brasileiras, que tem o patrocínio da Petrobras; e a circulação do espetáculo O Deus da Fortuna, pelo SESC – Palco Giratório.  As atividades de pesquisa e capacitação para a montagem do espetáculo inédito Memórias de um Cão – previstas na segunda etapa do projeto Figurações Brasileiras – ocuparam os períodos em que o Coletivo permaneceu em João Pessoa.

    Em sua sede, a Casa Amarela, o Coletivo dedicou-se ao estudo e experimentação de fragmentos do universo machadiano. Além dos ensaios, realizou três oficinas internas de capacitação: “Oficina de composição musical”, ministrada pelos músicos Walter Garcia e Marília Calderón, “Movimento e Percussão Afro”, ministrada por Luiz Filho e a oficina “Biomecânica: A escuta do ator, o jogo e a cena”, ministrada por Robson Haderchpek. Em abril, com apoio da Universidade Federal da Paraíba, o Coletivo organizou o Seminário A Atualidade de Machado de Assis, com a participação de estudiosos e críticos da obra machadiana, como Sérgio de Carvalho, José Antônio Pasta Jr, entre outros. O conteúdo das palestras e debates sobre o pensamento de Machado vem servindo de matéria para a criação da dramaturgia do novo espetáculo, cuja maior referência são os romances Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás Cubas. [Leia mais…]

  • Coletivo Alfenim prospecta Machado, por Rafael Duarte

    Crédito: Pablo Pinheiro

    O que nos resta do experimento apresentado pelo Coletivo de Teatro Alfenim (PB) sobre fragmentos da obra de Machado de Assis é dizer que o romance Quincas Borba é mais atual do que a própria realidade. Apresentado durante o festival O Mundo Inteiro É um Palco, em Natal, o Ensaio sobre o humanitismo revela um Machado irônico, contestador e, sobretudo, sarcástico. Estivesse hoje entre nós, provavelmente o patrono da Academia Brasileira de Letras estaria escrevendo sobre as mesmas contradições de um país hipócrita e bonito por natureza.

    A criação traz a história de Rubião, discípulo ingênuo de Quincas Borba, um burguês escravocrata e filósofo de botequim que dá o próprio nome ao cachorro de estimação inebriado pelo Humanitismo, uma espécie de nova filosofia criada por ele. Com a morte do mestre, Rubião recebe toda a herança, mas é obrigado a zelar pelo Quincas de quatro patas.De tanto usufruir da alta sociedade carioca, o sujeito enlouquece. O texto discute a diferença de classes, o amor, a hipocrisia e a psicanálise.  O grupo joga em cena Quincas Borba, mas toca em outros romances de Assis. Há umas pitadas de O alienista e de Memórias póstumas de Brás Cubas. [Leia mais…]

  • Tempo de incômodo, por George Holanda.

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    Ensaio sobre o humanitismo é um experimento do Coletivo de Teatro Alfenim, da Paraíba. Esse trabalho integrará o espetáculo Memórias de um cão, que estreará ano que vem e é fruto de uma pesquisa do grupo acerca da obra Quincas Borba, de Machado de Assis. Apresentar um experimento em outra cidade (Natal) que não a sua, ainda mais em um festival, pode ser considerado um ato de coragem e desprendimento com o próprio trabalho. O Alfenim possui uma história de grande proximidade com um teatro brechtiano, tendo o diretor e dramaturgo Márcio Marciano como catalisador desse movimento. E, ao longo dos seus oito anos de existência, o grupo vem se mantendo coerente nesta linha de pesquisa. Dessa vez, o grupo se aventura pela obra de Machado de Assis, realizando um diálogo entre ele e Brecht.

    O grupo mantém firme seu posicionamento crítico diante de um sistema de produção capitalista e seus reflexos sociais, e encontra em Machado de Assis um cúmplice de ideias, ainda que este trabalhe, de certa forma, num ambiente mais íntimo e psicológico. Dessa vez, o coletivo encontra uma possibilidade de variação do seu discurso, ainda que mantenha os mesmo parâmetros, ao contar a história de Rubião, homem simples que fica rico graças à herança de um benfeitor, Quincas Borba, dado a filósofo e criador do “humanitismo”, e que possui um cão (personagem importante na construção das metáforas dramatúrgicas). Rico, Rubião passa a conviver nas altas rodas da sociedade e a ser vítima da ambição e inveja delas, chegando ao ponto de começar a enlouquecer. [Leia mais…]

  • A sensação de ser esquecido, por Erickaline Lima.

    BREVIDADES - I

    Que tal conversarmos um pouco? Sente-se, fique à vontade.

    Tão íntimo como entrar na casa de alguém, sentar em uma mesa e ali confidenciar fatos de sua vida. O monólogo Brevidades, do Coletivo de Teatro Alfenim, abre as portas para receber o público numa acolhida maternal. A senhora sentada em uma das mesas a tomar seu chá com biscoitos de nata, não aparenta tranquilidade, talvez certa melancolia. A vida deu os anos que carrega sobre si e muitas histórias para contar.

    O público adentra as histórias a ponto de se misturar a elas, a personagem nomeia algumas pessoas, sobrevém Marta. Confunde-as, depois diz não conhecê-las. As lembranças invadem, em seguida somem no silêncio, enquanto o olhar procura em meio ao público algum rosto conhecido e não encontra. [Leia mais…]

  • FESTIVAL O MUNDO INTEIRO É UM PALCO – Algumas impressões, por Márcio Marciano

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    A segunda edição do Festival O mundo inteiro é um palco, realizada em novembro de 2014, na cidade de Natal, pelo grupo Clowns de Shakespeare, reafirma e aprofunda uma virtude já entrevista na brancaleônica edição de 2013, idealizada e bancada às próprias custas por seus realizadores. Uma virtude rara ou ausente de alguns dos principais Festivais e Mostras de Teatro do país, marcados pelo burocratismo marqueteiro e pelo fetichismo da relação custo/benefício que, se por um lado, não é garantia de casa cheia, por outro, transforma a programação em mero evento midiático, desprovido de pensamento crítico e inchado de suspeitosas novidades.

    Com seu Festival “caseiro”, mas altamente profissionalizado no que se refere à organização e ao perfil múltiplo e experimental da programação, os Clowns conseguem a proeza de reencontrar o elo perdido com os saudosos festivais e mostras de teatro amador ou universitário das décadas de 1970/90, nos quais grupos, artistas e público compartilhavam intensamente não apenas a experiência artística e os diversos fazeres teatrais, mas, sobretudo, um espaço comum e democrático de debate e reflexão. [Leia mais…]

  • COLETIVO ALFENIM PREPARA ENSAIO SOBRE O HUMANITISMO

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    Com patrocínio da Petrobras, o Coletivo de Teatro Alfenim dá prosseguimento ao projeto Figurações Brasileiras com os estudos da obra de Machado de Assis. Em paralelo à realização do Seminário A atualidade de Machado de Assis, realizado em junho, e que contou com a participação de estudiosos do universo machadiano, o Coletivo realizou uma série de ações de caráter formativo com vistas à preparação de seus integrantes para o processo de montagem do novo espetáculo, cujo título provisório é Memórias de um Cão.

    A Casa Amarela, sede do Coletivo, abrigou três oficinas internas de capacitação: A primeira, “Oficina de Composição Musical”, aconteceu no mês de maio. Foi ministrada pelos músicos paulistas Walter Garcia e Marília Calderón. Resultaram desse encontro algumas canções que integram a trilha do novo espetáculo. Em julho, o Alfenim recebeu a oficina “Movimento e Percussão Afro”, com a participação do coreógrafo e percussionista Luiz Filho. Encerrando o ciclo de ações formativas, Robson Haderchpek ministrou em agosto a oficina “Biomecânica: a escuta do ator, o jogo e a cena”.

    Para marcar a abertura ao público do processo de montagem de seu novo espetáculo, o Alfenim prepara o experimento cênico Ensaio sobre o Humanitismo. O evento acontece em novembro, na cidade de Natal, dentro da programação da 2ª Edição do Festival O Mundo inteiro é um palco, realização do Grupo Clowns de Shakespeare.

    Trata-se da reunião em caráter experimental de cenas e canções que compõem a dramaturgia de Memórias de um Cão. Após a apresentação do Ensaio, será realizado um debate com o público sobre as opções de forma e conteúdo da dramaturgia e da encenação. As sugestões e críticas ao experimento deverão ser incorporadas ao processo de montagem, que tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2015.  

  • ALFENIM RECEBE A OFICINA “BIOMECÂNICA: A ESCUTA DO ATOR, O JOGO E A CENA”

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    The Theatre of Meyerhold

    Com patrocínio  da  Petrobras, o  Coletivo Alfenim dá  prosseguimento ao processo de estudos da obra  de Machado de Assis  para a montagem de  seu novo espetáculo cujo título provisório é Memórias de um Cão ou Ensaio sobre o Humanitismo.

    De 03 a 05 de setembro o Coletivo recebe em sua sede, a Casa Amarela, Robson Haderchpek, professor e coordenador do Curso de Teatro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que irá ministrar aos integrantes do Coletivo a oficina  “Biomecânica: a escuta do ator, o jogo e a cena”,  desenvolvida  a  partir de alguns princípios  do  treinamento  de  biomecânica desenvolvido por Meyerhold.

    Leia a seguir, mais informações sobre a oficina e seu ministrante.

    [Leia mais…]

  • COLETIVO ALFENIM CHEGA À CAPITAL MINEIRA

    No próximo dia 28 de agosto o Coletivo Alfenim  leva  O Deus da Fortuna à  Belo Horizonte,
    cumprindo mais uma etapa de circulação pelo  Palco  Giratório. O  espetáculo acontece  no
    Teatro Sesc Palladium, no centro da cidade. É a primeira apresentação do Coletivo Alfenim
    na capital mineira.
    Em 2013,  o Alfenim  foi pré-selecionado por uma Comissão de especialistas para participar
    do concurso “Expedição Cultural”,  iniciativa  do jornal O Estado de Minas, com   patrocínio
    da Petrobras.
    A partir de uma lista de 20 grupos, o público escolheu os  que deveriam integrar  as páginas
    da Revista Expedição Cultural, projeto editorial que  faz um painel dos processos de criação
    de dez dos mais representativos grupos em atividade  no país. O  Coletivo Alfenim é um dos
    grupos escolhidos.
    A  oportunidade  de levar a  Belo Horizonte  um de seus  espetáculos, após a  publicação da
    Revista que deu notícia ao público mineiro de nosso projeto artístico significa um momento
    especial para a trajetória do Coletivo Alfenim.

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  • COREÓGRAFO MINISTRA OFICINA DE DANÇA E PERCUSSÃO AO ALFENIM

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    Com patrocínio da Petrobras, o Coletivo Alfenim prossegue os estudos sobre a obra de Machado de Assis tendo em vista a montagem de Memórias de um Cão.

    Em paralelo ao trabalho de experimentação em sala de ensaio, a partir de fragmentos da obra machadiana, o Coletivo vem realizando atividades de capacitação como oficinas e seminários que visam a contribuir para a formação de um olhar crítico e produtivo sobre a matéria do novo espetáculo.

    De 14 a 16 de julho, o coreógrafo e percussionista Luiz Filho ministra oficina de dança e percussão a partir dos movimentos e cantos de trabalho recolhidos nos canaviais brasileiros utilizados à época da escravidão.

    A pesquisa do coreógrafo nasce do estudo e codificação dessas formas de expressão corporal presentes na memória dos trabalhadores da região canavieira da Paraíba. Utiliza como ponto de partida os movimentos habitualmente utilizados no plantio da cana de açúcar, desde o preparo da terra, passando pela semeadura até a colheita.

    A oficina marca o início de estudos voltados para o universo do trabalho escravo, um dos eixos temáticos da obra de Machado de Assis e integra uma série de atividades formativas previstas para a montagem do novo espetáculo.

                 
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