• Coletivo Alfenim e Baluarte lançam CD Canções de Cena

    O Coletivo de Teatro Alfenim fez show de lançamento do cd Canções de Cena em sua sede, a Casa Amarela, nos dias 19, 20 e 21 julho, às 19h. O trabalho é uma parceria do Coletivo Alfenim com o Baluarte, e tem patrocínio do Fundo Municipal de Cultura – FMC. Reúne composições dos espetáculos Quebra-Quilos (2007), Milagre Brasileiro (2010) e O Deus da Fortuna (2011). O show de lançamento conta com a participação dos músicos da banda e dos integrantes do Alfenim.

    Canções de Cena

    Sobre o cd Canções de Cena

    As canções e demais peças musicais reunidas no cd foram compostas durante o processo de escritura da dramaturgia dos espetáculos, com a colaboração de músicos e atores integrantes do Coletivo Alfenim.

    Os fragmentos de diálogos inseridos procuram oferecer ao ouvinte que não presenciou as respectivas montagens uma espécie de roteiro para a contextualização das composições musicais.

    Estas são executadas pelos atores e músicos do Coletivo Alfenim, com a participação dos integrantes do Baluarte, que também dividem os arranjos das gravações.

    Com o compromisso de reproduzir com a máxima fidelidade possível o contexto sonoro das cenas em suas respectivas montagens, os arranjos foram concebidos de modo a preservar o caráter contraditório das composições em sua performance teatral.

    Canções 3

  • Coletivo Alfenim é selecionado no Rumos Itaú 2018

    É com alegria que o Coletivo de Teatro Alfenim anuncia sua seleção no edital Rumos Itaú Cultural 2018. Foram 12.616 projetos inscritos, sendo cinqüenta e oito de outros países, como Argentina, Canadá, Alemanha e Moçambique.

    A proposta do Alfenim, na modalidade Criação e Desenvolvimento, propõe um estudo teórico-prático do “Complexo Fatzer” – conjunto de fragmentos escritos por Bertolt Brecht, no período de 1926 a 1930 – com vista à criação de uma dramaturgia autoral a ser realizada em processo colaborativo. No segundo semestre deste ano, divulgaremos as primeiras ações do projeto.

    Confira a lista completa dos projetos selecionados: https://rumositaucultural.org.br/selecionados

     

    Untergang des Egoisten Johann Fatzer - Theaterstueck von Bertolt Brecht, Regie: Manfred Karge, im Berliner Ensemble in Berlin, (v.l.): Joachim Nimtz (Fatzer), Matthias Zahlbaum (Buesching), Roman Kaminski (Koch), Thomas Wittmann (Kaumann), Ursula Hoepfner-Tabori (Therese Kaumann). Premiere des Stuecks ist am 28. Juni 2014.

    Untergang des Egoisten Johann Fatzer – Theaterstueck von Bertolt Brecht, Regie: Manfred Karge, im Berliner Ensemble in Berlin, (v.l.): Joachim Nimtz (Fatzer), Matthias Zahlbaum (Buesching), Roman Kaminski (Koch), Thomas Wittmann (Kaumann), Ursula Hoepfner-Tabori (Therese Kaumann). Premiere des Stuecks ist am 28. Juni 2014.

  • Portfólios do Coletivo de Teatro Alfenim

    Portfólio – Deus – Brevidades – QQ

    Portfólio com Clipagem – Memórias de um cão

    Portfólio Milagre Brasileiro

  • Penúltima semana da temporada de Milagre Brasileiro na Casa Amarela

    MB - Raquel Diniz

    Penúltima semana do espetáculo Milagre Brasileiro na Casa Amarela, todas as quintas e sextas-feiras até 02 de junho, às 19 h. Lugares limitados.

    Sinopse
    MILAGRE BRASILEIRO é um espetáculo experimental que aborda os “anos de chumbo” da Ditadura Militar, culminando com a decretação do AI-5. Seu foco é o “desaparecido político”. Sujeito cuja estranha condição, nem morto nem vivo, serve de ponto de partida para a investigação de um dos períodos mais sombrios da história brasileira. A partir da experimentação de novas formas narrativas, e com a execução ao vivo de sua partitura musical, o espetáculo põe em cena a figura mítica de Antígona para dialogar com nossos mortos. Também utiliza como referência o “teatro desagradável” de Nelson Rodrigues e seu “Álbum de Família”.

    Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=6cpESNE8KQE

    SERVIÇO
    Temporada de Milagre Brasileiro na Casa Amarela
    Temporada: 04 de maio a 02 de junho, todas as quintas e sextas.
    Horário: 19h
    Local: Casa Amarela (sede do Coletivo Alfenim). Rua Amaro Coutinho, 163 – Varadouro (paralela à Av. B. Rohan, no sentido Terminal de Integração)
    Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia).
    Lugares limitados.

  • COLETIVO ALFENIM ABRE INSCRIÇÕES PARA OFICINA GRATUITA

    Minha vida de menina

    O Coletivo Alfenim inicia processo de estudos para a montagem do espetáculo “Meninas”, livremente inspirado no livro “Minha vida de menina”, de Helena Morley. O livro reúne os diários escritos pela autora durante sua adolescência, dos treze aos quinze anos, na cidade de Diamantina (MG), em fins do século XIX. A oficina para atores visa produzir material cênico e dramatúrgico que servirá de base para a nova montagem do Alfenim, com estreia prevista para o segundo semestre de 2017. Através de improvisações com fragmentos do diário de Helena Morley, e com relatos das reminiscências de infância e adolescência dos participantes, a oficina objetiva construir um experimento cênico aberto ao público ao final do processo. Os atores interessados devem enviar breve currículo e pelo menos três relatos sobre sua infância e adolescência para o endereço teatroalfenim@gmail.com

    O primeiro relato deve ter como personagem preferencial os avós do participante. O segundo relato deve centrar-se na figura do pai, mãe, tios ou parentes próximos do participante. O terceiro relato deve centrar-se na experiência do próprio participante. As inscrições estarão abertas no período de 23 de maio a 04 de junho de 2017. Os selecionados serão informados por e-mail no dia 10 de junho. A oficina acontece no período de 12 a 16 de junho, das 14:00 às 18:00, na Casa Amarela, sede do Coletivo Alfenim.

    SERVIÇO
    Oficina gratuita para a montagem do espetáculo “Meninas”.
    Inscrições: 23 de maio a 04 de junho de 2017
    Resultado: 10 de junho de 2017
    Local da oficina: Casa Amarela. Rua Amaro Coutinho, 163, Varadouro. Rua paralela à Av. B. Rohan (sentido integração)
    Data: 12 a 16 de junho de 2017
    Horário: 14 às 18 h
    Informações: (83) 9 9624-8498

  • O fazer teatral como exercício diário para a construção de uma utopia* – Márcio Marciano

    • Porto Iracema das Artes
      *Texto de Márcio Marciano para oficina “Exercícios para uma cena dialética” no Porto Iracema das Artes (Fortaleza/ março de 2017)

       

      Se vocês me permitem, vou começar dizendo que o título da minha fala, “O fazer teatral como exercício diário para a construção de uma utopia” está fora do lugar. Basta uma ligeira leitura do noticiário para reforçar o ponto de vista de que o fazer teatral não tem a mínima chance de construção de uma utopia. Esta afirmação é muito pessimista, mas pode ser um bom começo de discussão sobre o que podemos fazer em tempos de descrença e desesperança como os atuais. Para começar, precisamos estar de acordo sobre o que é o fazer teatral e sobre o que entendemos por utopia.

      Com relação ao fazer teatral, parece óbvio que se trata do cotidiano na sala de ensaios: o modo como treinamos o corpo e a mente, o aprendizado de técnicas e competências, o estudo da história, da economia, das ciências e das artes. Assim como o estudo do teatro, em seus diversos gêneros e especialidades etc. É também o modo como conduzimos o processo de pesquisa para a montagem de uma peça. Mas, sobretudo, é a escolha que faz um determinado coletivo sobre a forma mais produtiva de interlocução com a sociedade. Tudo isso parece elementar e comum à maioria dos coletivos teatrais na atualidade. Guardando-se a diferença de ênfase em cada um desses fundamentos, é do cotidiano na sala de ensaios que surge o resultado que será compartilhado com o público.

      Quanto ao objetivo deste fazer teatral, naturalmente podem surgir divergências. Há aqueles que perseguem a inovação da linguagem, há outros mais interessados em tratar os grandes temas da condição humana, ainda que menos preocupados com as questões formais. Há aqueles mais interessados na prospecção da própria subjetividade e aqueles que almejam reproduzir os clássicos. Há os que objetivam abertamente os temas sociais e políticos, e aqueles que preferem temas de ordem existencial. Há os que buscam pautas prementes da contemporaneidade, como a discussão de gênero, crença, raça etc. e aqueles que preferem reativar a memória pessoal ou de um determinado grupo. Há os que se preocupam com o recorte histórico e os que preferem leituras mais metafísicas ou transcendentes. Há os que preferem apenas fazer rir e aqueles que se esforçam por fazer chorar. Há por fim, aqueles que tentam uma sobreposição ou colagem, uma paródia ou síntese de todos os objetivos antes mencionados.

      Contudo, apesar da infinita variedade de temas e de formas de abordagem, podemos afirmar que há entre todos esses fazeres teatrais o objetivo comum de comunicação com o público de seu tempo. Nesse sentido, podemos dizer que uma das principais características do fazer teatral é sua capacidade de realizar experimentos cênicos ou espetáculos teatrais que se comportem como uma espécie de crônica de seu momento histórico.

      Uma rápida leitura dos clássicos da dramaturgia universal, ou a observação de documentos fotográficos e videográficos de espetáculos do passado podem comprovar a vocação do Teatro para o testemunho das contradições, dilemas, perplexidades e esperanças de uma época. Essa parece ser a grande qualidade das Artes Cênicas, seu poder de retratar poeticamente o que existe seja de mais abjeto ou de mais sublime nas relações afetivas, interpessoais e sociais entre os homens de seu tempo.

      Se já nos entendemos minimamente sobre a natureza geral e o propósito último do fazer teatral – que vão muito além da veleidade artística de “estar em cena” – precisamos agora avançar sobre o conceito de utopia. Bem antes de Thomas More cunhar o termo, o filósofo Platão, já idealizava em sua República as condições necessárias para incorporar à realidade histórica a ideia do bem e da justiça. Não podemos esquecer que ele bane os poetas e rejeita a arte mimética por sua imperfeição e por situar-se “três graus distante da natureza”. Sem entrar no mérito da questão, é importante ressaltar que a ideia de utopia é anterior ao próprio termo. Refere-se a um sistema de valores ideal, irrealizável, mas que deve ser perseguido.

      O termo utopia vem do grego e significa “o não-lugar” ou “lugar que não existe”. De modo geral, podemos utilizar o termo utopia para denominar projetos imaginários de sociedades perfeitas, de acordo com princípios filosóficos nos quais acreditamos. Um conjunto de proposições que aspiram à transformação da ordem social existente, de acordo com os interesses de determinados grupos ou classes sociais. O problema começa quando nos perguntamos de que modo o fazer teatral pode enfrentar a complexidade da realidade social existente. De que maneira um grupo de pessoas fechadas numa sala de ensaios pode produzir questionamentos acerca das contradições que a atualidade nos apresenta?

      Nessa perspectiva, parece que o pensamento utópico se constitui como fuga da realidade, como tangenciamento da matéria histórica, como escape ilusionista. Parafraseando Platão, a utopia surge não apenas como algo “três vezes distante da natureza”, como também algo três vezes distante da história. A atualidade parece não apenas negar a alternativa ao pensamento utópico, como sugere ser inevitável o extravio rumo à distopia. Não é à toa que a palavra “distopia” está na moda. Há inúmeros exemplos na literatura, no cinema e no próprio teatro que comprovam a incapacidade contemporânea de sonhar um mundo habitável para todos.

      Só para ficar no âmbito dos filmes mais recentes e conhecidos: Guerra dos Mundos (1953/2015); O Planeta dos Macacos (1968/2017); Mad Max (1979/2015); Blade Runner (1982); O Exterminador do Futuro (1991); Clube da Luta (1999); Matrix (1999); e as trilogias Jogos Vorazes (2014); Divergente (2014); e Correr ou Morrer (2014).

      O que essas obras apontam? Grosso modo, são filmes que se passam em um futuro imaginado ou em uma realidade paralela. Procuram fazer uma crítica social, mas com forte teor moralizante. A distopia é engendrada pela ação ou pela omissão humanas. O indivíduo é presa de um sistema generalizante, totalmente controlado. Há uma supremacia da tecnologia, ou dos efeitos de sua destruição. Tudo o que é coletivo é estúpido ou desumanizado, o poder está nas mãos de uma elite que detém o conhecimento. O controle é realizado por meio da violência que é sistêmica e banalizada.

      Na essência, esses filmes reproduzem a estrutura das moralidades medievais, com a diferença de que não há espaço para a redenção divina. O indivíduo sofre uma dupla violação: ao mesmo tempo em que sua subjetividade é esfacelada, sua autonomia de sujeito é reduzida ao reflexo instintivo da sobrevivência.

      Se retornarmos ao noticiário atual, veremos que a semelhança com os fatos não é mera coincidência. Diante desse quadro, não soa ingênuo pensar na utopia? Pensar numa sociedade menos injusta e mais generosa?

      Pois é justamente aí que o fazer teatral pode dar uma importante contribuição. Não no sentido da proposição de uma sociedade ideal, mas como revelação e denúncia dos mecanismos de dominação de classe da sociedade atual. Se utopia significa o “lugar que não existe”, é essencialmente deste “não-lugar” que podemos lançar nosso olhar inconformado sobre as contradições da atualidade, com vista à construção de um pensamento crítico sobre as relações humanas, seja no campo existencial e afetivo, seja na esfera social e política.

      Não podemos perder de vista que o teatro é uma arte pública. É a partir do diálogo produtivo entre cena e plateia que podemos construir um pensamento ao mesmo tempo crítico e utópico capaz de oferecer resistência à lógica desumanizadora do capital e da forma mercadoria. Deste modo, o fazer teatral exige o comprometimento coletivo de seus agentes. A incorporação produtiva de toda e qualquer diferença, a horizontalização de todas as relações humanas e a resistência permanente ao pensamento hegemônico. Nesse sentido, o legítimo fazer teatral é ele mesmo utópico, não porque sonha com mundos impossíveis e dá as costas à realidade. Mas justamente ao contrário, porque em sua lide cotidiana inventa alternativas de convívio à brutalização e objetualização das relações sociais. Porque invoca em seu favor a imaginação humana contra a lógica avassaladora do capital e inventa cotidianamente formas de resistência à mercantilização da vida.

      Antes de passar a palavra para vocês, gostaria de encerrar minha fala com uma citação do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, que foi um incansável pensador do fazer teatral. Ele dizia: “No teatro, não devemos ter a pretensão de mostrar a vida como ela é. Tampouco como gostaríamos que ela fosse. No teatro, temos o dever de mostrar a vida como ela não deveria ser”.

  • OFICINA BÁSICA DE ILUMINAÇÃO CÊNICA NA CASA AMARELA

    O iluminador cênico Ronaldo Costa ministra oficina básica de iluminação cênica, na semana de 06 a 10 de fevereiro, na Casa Amarela, sede do Coletivo Alfenim. A oficina é direcionada a iluminadores, técnicos, atores e estudantes de teatro. Os interessados devem enviar até 31 de janeiro, breve currículo e carta de intenção ao endereço eletrônico: teatroalfenim@gmail.com Os selecionados serão comunicados por e-mail e a lista dos nomes será divulgada no dia 03 de fevereiro, através da página eletrônica do Coletivo Alfenim.

    VAGAS: 20 vagas
    INSCRIÇÃO: R$ 50,00
    HORÁRIO: segunda a sexta, das 08:00 às 12:00
    PERÍODO: 06 a 10 de fevereiro de 2017

    Ementa da oficina:

    OFICINEIRO: Prof. Ms. Ronaldo Fernando Costa. OFICINA: A iluminação como elemento de linguagem. CARGA HORÁRIA: 20 horas/aula.
    DATA: 06/02/2017 a 10/02/2017
    LOCAL: Casa Amarela – Sede do Coletivo Alfenim de Teatro – João Pessoa/PB
    PÚBLICO ALVO: Iluminadores, Técnicos em Iluminação,  Atores, Diretores, Cenógrafos, Coreográfos e demais agentes envolvidos nas Artes Cênicas.
    Nº. DE PARTICIPANTES: 20 alunos.
    PEQUENO RELEASE: Esta oficina se volta ao ensino instrumental de iluminação cênica para diversos agentes teatrais que almejem ampliar seu universo de conhecimento sobre a materialização da luz na cena enquanto elemento de linguagem.

    OBJETIVOS:

    Desenvolver práticas educativas no seguimento profissional de Iluminação Cênica.
    Contribuir para o desenvolvimento didático-pedagógico do teatro, sobretudo da área de Iluminação Cênica.
    Instrumentalizar agentes cênicos acerca dos aspectos estéticos da materialização da luz na cena enquanto elemento de linguagem
    Refletir sobre ações dialógicas no ensino e aprendizagem no campo da Iluminação Cênica

    METODOLOGIA:

    Metodologicamente os conteúdos do curso serão abordados numa perspectiva problematizadora. Entende-se por abordagem problematizadora a construção de relações entre o conhecimento universalmente  sistematizado  e  as  questões  que  emergem  da realidade do aluno, levando-o a perceber que o conhecimento não é um objeto de contemplação e sim um instrumento de ação e reflexão. A problematização é construída por meio de um diálogo organizado, isto é, a construção de relações entre os objetivos pedagógicos do curso, os interesses e curiosidades dos alunos e o conhecimento universalmente acumulado na área de Cenografia e Tecnologias Cênicas. Neste sentido, as práticas educativas desenvolvida nesse curso de Iluminação Cênica alicerçadas em três em momentos pedagógicos que consideramos articulados, organizados e interpenetrantes, quais sejam:

    1. a) Os estudos das realidades consistem no levantamento das concepções que os alunos possuem acerca do(s) tópico(s) em discussão e cuja síntese pode ser apresentada em forma de questões geradoras.
    1. b) A organização  do  conhecimento  possibilita  a  introdução  de  conhecimentos sistematizados que ampliem a compreensão acerca dos conteúdos estudados.
    2. c) A aplicação do conhecimento pretende retomar as discussões desenvolvidas durante as aulas por meio de materiais elaborados pelos alunos que nos permitem avaliar até que ponto eles conseguiram ampliar suas visões iniciais acerca dos conhecimentos construídos ao longo do curso.

    Desta forma, tais momentos pedagogicamente organizados presentes em toda a estrutura educativa do curso nos fez planejar os seguintes procedimentos e atividades didático- pedagógicas:

    • Aulas Teórico-práticas
    • Leitura e discussão de textos.
    • Estudo Iconográfica de fotografias, vídeos e filmes.

    CONTEÚDOS:

    • Variáveis da Luz;
    • Teoria da Cor;
    • Estudo perceptivo da luz;
    • Relações entre Luz, Sombra e Projeções na Iluminação Cênica;
    • Equipamentos de Iluminação Cênica;
    • Objetivos do Desenho de luz;
    • Discussão sobre o Processo de Criação em Processos Coletivos e Colaborativos de Trabalho.

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  • O TEATRO DIALÉTICO DO COLETIVO DE TEATRO ALFENIM: HISTÓRIA E NARRAÇÃO EM MILAGRE BRASILEIRO, por Alexandre Flory e Karyna Buhler.

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    O presente trabalho pretende discutir alguns procedimentos artísticos desenvolvidos pelo Coletivo de Teatro Alfenim, na Paraíba, na peça Milagre Brasileiro, com estreia em 2010. Para isso, faremos considerações sobre como a peça mencionada formaliza um momento conturbado da história nacional, a partir de uma concepção materialista de história. No início o século 21, estamos em um momento de intensa discussão no Brasil a respeito da lei e Anistia de 1979, ainda não abordada tanto histórica quanto esteticamente de modo contundente – um símbolo disso é a negação do pedido de sua revisão feito recentemente, em 2010, pelo STF. Uma rápida comparação nos faz ver com clareza a distância dessa posição reacionários e negacionista em relação aos nossos vizinhos sul-americanos como Chile, Argentina e Uruguai, países nos quais os responsáveis foram devidamente julgados.

    Pode parecer estranho que comecemos um artigo sobre teatro com uma breve apresentação da conjuntura histórica, mas isso é proposital. Isso porque nos interessa discutir um grupo que faz da mediação entre teatro e sociedade o seu ponto de partida e de chegada, para uma revisitação crítica tanto da nossa história quanto das formas teatrais, a partir de uma perspectiva materialista, que procura compreender as práticas sociais e estéticas como discursos com pronunciada carga ideológica, permitindo a exposição dos pressupostos que os sustentam e que podem ser mudados. Grupos como o Alfenim adotam uma perspectiva que se aproxima da concepção benjaminiana da história, colocando-se na posição do materialista histórico interessado em juntar os destroços e dar sentido ao passado a partir das catástrofes contemporâneas, sendo uma delas nossa incapacidade de aceitar e elaborar nosso passado histórico, por conta de um discurso dominante obtuso e violento.

    Esse projeto de arte engajada, que não se furta da discussão sobre a inovação estética para uma arte popular e não se deixa levar por palavras de ordem fáceis e sectárias, pode ser acompanhado no teatro épico brasileiro nos últimos anos com clareza. Basta lembrar de peças como Ópera dos vivos, da Cia. do Latão, Morro como um país, da Kiwi, Viúvas – Performance sobre a ausência, do Ói nóis aqui traveiz, Três movimentos, da Cia Ocamorana, Armadilhas Brasileiras, da Cia do Feijão, além de Milagre Brasileiro, par citar apenas algumas, que procuram entender o Brasil e  os pressupostos de nosso atraso, de nossa modernização conservadora e da “dialética rarefeita entre o não-ser e o ser outro” (Gomes apud Pasta, 2010, p.15 ) que marca nossa formação subjetiva volúvel e sem – cárater, sem deixar de pisar o chão histórico. [Leia mais…]

  • Machado de Assis vai ao Teatro, por Expedito Ferraz Jr.

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    MACHADO DE ASSIS VAI AO TEATRO
    MEMÓRIAS DE UM CÃO, DO COLETIVO ALFENIM, LEVA AO PALCO O HUMANITISMO DE QUINCAS BORBA

    Expedito Ferraz Jr.*
    expeditoferrazjr@gmail.com

    Teatro e narrativa miram-se todo o tempo na obra de Machado de Assis. Se a dramaturgia, propriamente dita, nunca alcançou, em sua produção, a genialidade dos melhores contos e romances, não é raro encontrarmos nesses últimos alusões a clássicos do gênero dramático com os quais dialogam seus enredos e nos quais se espelham, por vezes, o comportamento de suas personagens. Assim vemos Otelo citado em Dom Casmurro; Hamlet, em “A cartomante”; Macbeth, em Memórias Póstumas de Brás Cubas (para ficarmos apenas com essas três referências, shakespearianas, dos exemplos que me ocorrem). Na trama de intertextos que dá forma ao estilo machadiano, obras-primas desse gênero são referidas e revisitadas com frequência, muitas vezes em tom de paródia. E não menos frequentes são as passagens de suas histórias em que o teatro se materializa como espaço físico representado no cenário urbano, investindo-se de um significado social marcante no modo de vida oitocentista e cortesão ali retratado.

    Uma vez provocada por essas referências, não estranha que a imaginação do leitor se anime a projetar o movimento inverso: o de transpor elementos do romance machadiano para o contexto da linguagem dramática. É essa a aventura em que se (e nos) lança o Coletivo de Teatro Alfenim, de João Pessoa, em Memórias de um Cão, que estreou em maio deste ano de 2015. O espetáculo integra um projeto chamado “Figurações brasileiras” e nasce de um interessante trabalho de pesquisa iniciado em 2014, com um seminário intitulado “A atualidade de Machado de Assis”. Pois é justamente disso que se trata: de atualidade, porque esta é a impressão que nos causa a experiência de revisitar o pensamento de Machado hoje e de refletir, com ele, sobre as contradições que definem nossa formação social, uma mirada sempre reveladora e inquietante. Tanto mais se essa releitura nos permite observar ainda outra forma de atualização: a da transposição de mídias – vale dizer: a tradução, neste caso para a linguagem cênica, do mais agudo tradutor de nossas mazelas sociais. É sobre esse processo de transposição e seus efeitos que vamos nos deter brevemente nos parágrafos que seguem.

    Para ler o texto na íntegra, acesse: MACHADO-DE-ASSIS-VAI-AO-TEATRO

    * Expedito Ferraz Jr é professor adjunto da Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Letras , com ênfase em Literatura Brasileira. Atuando principalmente nos seguintes temas: Literatura Brasileira, Poesia, Semiótica.

  • COLETIVO ALFENIM E BANDA BALUARTE PREPARAM LANÇAMENTO DO CD “CANÇÕES DE CENA”.

    crianças dançando

    De volta a João Pessoa, depois de participar do Festival Brasileiro de Teatro – Cena Paraibana, nas cidades de Fortaleza e Maceió, e de cumprir temporada nas cidades de Aracaju, Salvador e também Maceió com o espetáculo “Memórias de um cão”, pelo projeto “Figurações Brasileiras”, que tem o patrocínio da Petrobras, o Coletivo Alfenim retoma os ensaios para a gravação de seu primeiro CD, “Canções de Cena”, em parceria com a Banda Baluarte.

    O projeto tem patrocínio do FMC – Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa e prevê o registro das canções dos espetáculos “Quebra-Quilos”, “Milagre Brasileiro” e “O Deus da Fortuna”, bem como da intervenção de rua “Histórias de Sem Réis”.

    A parceria com a Banda Baluarte visa integrar num mesmo projeto cênico-musical a experiência de trabalho colaborativo dos dois coletivos paraibanos, interessados na pesquisa e assimilação crítica das matrizes melódicas e cancionais brasileiras, de forma a arriscar novas e produtivas leituras da realidade social brasileira a partir de uma das mais ricas tradições musicais do continente americano. [Leia mais…]

                 
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